terça-feira, 12 de junho de 2012

PIPOCAS DA VIDA

Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre.
Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor!
Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre.
Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: Vai morrer.
Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar.
São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente,se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira!!
Deus é o fogo que amacia nosso coração, tirando o que nele há de melhor!
Acredite que para extrairmos o melhor de dentro de nós temos que , assim como a pipoca, passar pelas provas de Deus.
Talvez hoje você não entenda o motivo de estar passando por alguma coisa...
Mas tenha certeza que quanto mais quente o fogo mas rápido a pipoca estoura.

(Autor desconhecido)

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A TEORIA DO AMOR

LUCAS

No amor os opostos se atraem e se completam, mas se repelem com o quadrado da força de atração;
Os desiguais não se misturam;
E os iguais se complementam.

A ÁRVORE MORTA

Num inverno, quando eu ainda era criança, meu pai estava precisando de lenha. Procurou uma árvore morta e a cortou.
Mas, quando chegou a primavera, viu que no tronco daquela árvore que tinha cortado, nasciam novos brotos. Meu pai ficou desolado.
Então ele disse:
— Tinha certeza de que aquela árvore estava morta. Perdera todas as folhas no inverno e fazia tanto frio que os galhos quebraram e caíram no chão, como se o velho tronco tivesse ficado sem vida. Mas agora percebo que ainda existia vida naquele tronco.
Depois voltou-se para mim e aconselhou-me:
— Não esqueça esta lição. Nunca corte uma árvore no inverno. Não tome uma decisão negativa no tempo adverso. Nunca tome decisões importantes quando se sentir desanimado, deprimido e com o espírito abatido. Espere. Seja paciente. A tormenta passará. Lembre-se: a primavera voltará!

(Autor desconhecido)

A ÁRVORE DA AMIZADE

Ricardo Barros

A vida é um jardim onde florescem árvores variadas. Uma delas chama-se árvore das amizades que, de vez em quando, a gente precisa balançar para caírem as podres pois sabemos ser essa árvore muito resistente às diversas estações da vida cujas intempéries fazem apodrecer os frutos inconsistentes.
As intempéries que as submetem são, a provação, o interesse próprio e o medo.
A provação deixa-nos indefesos, ainda que temporariamente, mas os frutos bons não se estragam com essa situação.
Toda provação tem uma medida certa, uma dosagem adequada à vida para nos florescer a esperança, a experiência e a força [resistência].
Os frutos cuja essência é apenas o interesse próprio apodrecem indefinidamente.
O interesse próprio é a essência do orgulho e este se enfraquece na provação.
Submete-se ao poder da esperança, da experiência e da força e assim surge o medo.
O medo é a direção do orgulho que desconhece a resignação, a temperança, a prudência e a perseverança.
É o adversário da fé.
No meio da provação o interesse próprio é desmascarado e o medo denuncia as amizades podres.
De vez em quando precisamos balançar [observar] posto que, em verdade é a própria vida que se encarrega disso.
Devemos apenas estar atentos e aprender a crescer quando essas intempéries se nos apresentarem.
Como a teoria da evolução das espécies, através da seleção natural, a árvore das amizades também seleciona os frutos que devem permanecer.

A ARROGÂNCIA

O diálogo abaixo é verídico e foi travado em outubro de 1995 entre um navio da Marinha Norte Americana e as autoridades costeiras do Canadá, próximo ao litoral de Newfoundland.
Os americanos começaram na maciota :
— Favor alterar seu curso 15 graus para norte para evitar colisão com nossa embarcação.
Os canadenses responderam prontamente :
— Recomendo mudar o SEU curso 15 graus para sul.
O capitão americano irritou-se :
— Aqui é o capitão de um navio da Marinha Americana. Repito, mude o SEU curso.
Mas o canadense insistiu :
— Não. Mude o SEU curso atual.
A situação foi se agravando.
O capitão americano berrou ao microfone :
— ESTE É O PORTA-AVIÕES USS LINCOLN, O SEGUNDO MAIOR NAVIO DA FROTA AMERICANA NO ATLÂNTICO. ESTAMOS ACOMPANHADOS DE TRÊS DESTRÓIERES, TRÊS FRAGATAS E NUMEROSOS NAVIOS DE SUPORTE. EU EXIJO QUE VOCÊS MUDEM SEU CURSO 15 GRAUS PARA NORTE, UM, CINCO, GRAUS NORTE, OU ENTÃO TOMAREMOS CONTRAMEDIDAS PARA GARANTIR A SEGURANÇA DO NAVIO.
E o canadense respondeu :
— Aqui é um farol, câmbio !
Às vezes a nossa arrogância nos faz cegos...
Quantas vezes criticamos a ação dos outros, quantas vezes exigimos mudanças de comportamento nas pessoas que vivem perto de nós, quando na verdade nós é que deveríamos mudar o nosso rumo...

A ARANHA

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo.
O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira :
"Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem !!!"
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado :
— "Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha."
— "Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar..."
Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou :
— "Vamos, entremos nesta trilha !"
— "Não, não está vendo que tem até teia de aranha !? Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas próximas trilhas".
Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível. Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus, como sempre, em sua SABEDORIA e BONDADE infinita, dá a cada Ser, tão só o que é necessário para sua subsistência, e somente espera que tenhamos confiança n'Ele para Seu Poder, Glória e Proteção se manifeste de forma JUSTA e PERFEITA.
Faça vc, algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Que nesta nova semana possamos entender as coisas de Deus e o que Ele tem feito em nossas vidas !!!!!

(Autor desconhecido)

A ÁGUA DA PAZ

Em torno da mediunidade, improvisam-se, ao redor do Chico Xavier, acesas discussões. É, não é. Viu, não viu. E ele sofria, por vezes, longas irritações, a fim de explicar sem ser compreendido. Por isso, à hora da prece, achava-se quase sempre, desanimado e aflito.
Certa feita, o Espírito de Dona Maria João de Deus compareceu e aconselhou-lhe:
— Meu filho, para curar essas inquietações você deve usar a Água da Paz.
O médium Chico Xavier, satisfeito, procurou o medicamento em todas as farmácias de Pedro Leopoldo. Não o encontrou. Recorreu a Belo Horizonte. Nada. Ao fim de duas semanas, comunicou à Dona Maria João de Deus o fracasso da busca.
Ela sorriu e informou:
— Não precisa viajar em semelhante procura. Você poderá obter o remédio em casa mesmo. A Água da Paz pode ser a água do pote. Quando alguém lhe trouxer provocações com a palavra, beba um pouco de água pura e conserve-a na boca. Não a lance fora, nem a engula. Enquanto perdurar a tentação de responder, guarde a água da paz, banhando a língua.
O médium baixou então, os olhos, desapontado. Compreendera que a mãezinha lhe chamava o espírito à lição da humildade e do silêncio.

(Autor desconhecido) 

CENOURA, OVO OU CAFÉ?

Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela..
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Logo as panelas começaram a ferver.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra..
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela.
Retirou os ovos e os colocou em uma tigela.
Então pegou o café com uma concha e o colocou em uma tigela.
Virando-se para ela, perguntou "Querida, o que você está vendo ?" "Cenouras, ovos e café," ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou humildemente : "O que isto significa, pai ?"
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível.
Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis.
Sua casca fina havia protegido o líquido interior.
Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rigido.
O pó de café, contudo, era incomparável.
Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água. "Qual deles é você?" ele perguntou a sua filha. "Quando a adversidade bate a sua porta, como você responde ? Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café?"
E você?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha e se torna frágil e perde sua força ?
Será que você é como o ovo, que começa com um coração maleável ?
Você teria um espírito maleável, mas depois de alguma morte, uma falência, um divórcio ou uma demissão, você se tornou mais difícil e duro ?
Sua casca parece a mesma, mas você está mais amargo e obstinado, com o coração e o espírito inflexíveis ?
Ou será que você é como o pó de café ?
Ele muda a água fervente, a coisa que está trazendo a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados.
Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café.
Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, você se torna melhor e faz com que as coisas em torno de você também se tornem melhores.
Como você lida com a adversidade ?
Você é uma cenoura, um ovo ou café ?

(Autor desconhecido)

domingo, 10 de junho de 2012

CORES DA VIDA

Lucas

GÊNESIS: Cap. 1 - Vers. 9 ao 11

E disse DEUS: ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi.
E chamou DEUS a porção seca Terra; e o ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom.
E disse DEUS: produza a Terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja a semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.



CORES DA VIDA

Vou com versos no azul daquele mar,
Navegar infinitos horizontes,
Fazer da luz do Sol a minha ponte
E atravessar o mundo, imaginar.

Vou com versos nos verdes da floresta,
Perder-me ma Amazônia da ilusão,
Dormir à beira-rio da perfeição
Aos sons que a matureza manifesta.

Vou com versos vermelhos de esplendor
De uma tarde caindo sem querer,
Ser luz de todo o céu, de toda a cor

Num brilho de papoulas à Monet
E tons de toda a vida, aonde for
Quem dera-me com versos descrever.

Com essas palavras quero deixar a mensagem que diz: Mesmo nesse mundo tão modernista, cheio de indústrias, tecnologias e máquinas que o homem inventou, nunca podemos esquecer da infinita beleza da natureza que DEUS criou pra nós e do incomparável valor que tem a vida que ele nos deu.

O MITO DE PERSÉFONE

Clarice Ferreira
 Diz a lenda, que existia uma bela donzela dos cabelos longos que andava a brincar com os animaizinhos da floresta. Esta era filha da imponente deusa da colheita, Deméter! A bela jovem ajudava sua mãe a manter o fogo sagrado. As duas viviam em grande paz e felicidade, de modo que eram grandes amigas.
Contudo, um belo dia, Hades, o deus dos infernos, ao avistar a doce Perséfone, caiu de amores pela jovem. E rasgando as entranhas da terra, de modo a formar grandes crateras veio a superfície com sua negra carruagem e raptou a bela Perséfone, levando-a para morar consigo no submundo.
Deméter se pôs a chorar e muito triste não teve mais vontade de cultivar a terra. Houve então que nessa época a humanidade passou por um grande período de seca e infertilidade do solo. As pessoas não tinham mais o que comer e iniciou se uma época de grande fome.
Zeus então, compadecido da pobre mãe e da situação dos mortais pediu a seu irmão que devolvesse a menina à deusa.
Hades, gostando imensamente da companhia de Perséfone e nem um pouco inclinado a devolvê-la, usou de um estratagema respondendo: "Sim, ela pode voltar a morar coma mãe, desde que daqui do submundo nada tenha ingerido" sabendo de antemão que sua amada já havia ingerido uma romã e, assim sendo, não precisava devolvê-la.
Deméter então pôs se a chorar lágrimas de grande dor e compadecido ao ver a sogra Hades fez o seguinte acordo: Perséfone passaria seis meses com ele e seis meses com a mãe.
Não tendo outro jeito Deméter aceitou o acordo. De forma que até hoje, quando Perséfone desce aos infernos para ficar com seu esposo, sua mãe entra em grande tristeza e deixa de cultivar a terra, entramos então no outono e inverno. Ao retornar, a alegria de Deméter é tanta que retorna a cultivar o solo, entramos então na primavera e no verão.
Meditem sobre este mito tão belo que fala sobre as estações do ano e sobre a nossa descida aos infernos, pois foi descendo ao submundo que Perséfone encontrou seu grande amor, Hades. Às vezes é necessário tornar-se introspectivo e buscar dentro de nós nossa fortaleza. Só existe uma coisa que pode nos tornar melhor, é a coisa mais linda do mundo e está bem dentro de você, a sua alma, sua centelha divina!

SEJAM FELIZES!

PESSOAS ÚTEIS

Jean passeava com seu avô por uma praça de Paris. A determinada altura, viu um sapateiro sendo destratado por um cliente, cujo calçado apresentava um defeito. O sapateiro escutou calmamente a reclamação, pediu desculpas, e prometeu refazer o erro.
Pararam para tomar um café numa padaria. Na mesa ao lado, o garçom pediu que um homem -com aparência de importante - movesse um pouco a cadeira, para abrir espaço. O homem irrompeu numa torrente de reclamações, e negou-se.

"Nunca esqueça do que viu", disse o avô. "O sapateiro aceitou uma reclamação, enquanto este homem a nosso lado não quis mover-se. Os homens úteis, que fazem algo útil, não se incomodam de serem tratados como inúteis. Mas os inúteis sempre se julgam importantes, e escondem toda a sua incompetência atrás da autoridade".

O PESO DE UMA ORAÇÃO

Louise Rodden, uma mulher mal vestida, com olhar de depressão foi fazer compras sem dinheiro. Quando ela chegou no mercado ela cochichou para João, o dono do mercado, e pediu que lhe vendesse a prazo, pois tinha sete filhos e o marido estava doente em casa. João lhe disse que não vendia a prazo para ninguém.
Junto deles estava um senhor que tinha ouvido a conversa, e disse a João que ficaria responsável pelo pagamento. João então perguntou a ela se ela tinha uma lista das compras. Ela disse que sim. Então ele disse a ela que pusesse a lista na balança para servir de peso. Que venderia a ela as compras do mesmo peso do papel. Ora, papel não pesa nada e ele queria usar um papel para medir o peso das compras! Louise abriu a bolsa tirou um pedaço de papel escreveu alguma coisa e colocou o papel na balança. Para a surpresa de João o lado da balança que tinha o papel baixou até o fim. Então ele começou a por as mercadorias no outro lado da balança, mas a balança não descia, e ele já todo agoniado foi pondo comidas até não caber mais na balança e mesmo assim a balança não baixou. Quando ele não podia mais por nada em cima, ele disse a ela para levar as comidas de graça porque elas não pesaram nada. João todo chateado pegou o papel para ler o que estava dentro, e qual não foi sua surpresa em ler, em vez de uma lista de comidas somente uma pequena oração que dizia: "Deus meu, Tu sabes do que eu preciso! Amem...... " No outro dia ele descobriu que a balança estava quebrada.
Quem quebrou a balança????

(Autor desconhecido)

AJUDANDO A CHORAR

A menina chegou em casa atrasada para o jantar. Sua mãe tentava acalmar o nervoso pai enquanto pedia explicações sobre o que havia acontecido. A menina respondeu que tinha parado para ajudar Janie, sua amiga, porque ela tinha levado um tombo e sua bicicleta tinha se quebrado.
- "E desde quando você sabe consertar bicicletas?" Perguntou a mãe.
- "Eu não sei consertar bicicletas!" Disse a menina. "Eu só parei para ajuda-la a chorar".

Não muitos de nós sabemos consertar bicicletas. E quando nossos amigos caíram e quebraram, não as suas bicicletas mas suas vidas, poucas vezes tivemos capacidade para conserta-la. Não podemos simplesmente consertar a vida de outra pessoa, embora isso seja o que nós gostaríamos de fazer. Mas como a menina, nós podemos parar para lhes ajudar a chorar. Se isso é o melhor que nós podemos fazer. E isso é muito!

(Autor desconhecido)

A FERRAMENTA DO DIABO

Foi anunciado que o diabo deixaria seus trabalhos e ofereceria suas ferramentas para qualquer um que desejasse pagar o preço. No dia da venda, elas foram expostas de uma maneira atraente: malícia, ódio, maus desejos, inveja, ciúme, sensualidade, fraude... Todos os instrumentos do mal estavam lá, cada um marcado com o seu preço. Separada do resto, encontrava-se uma ferramenta de aparência inofensiva que, apesar de estar usada, tinha preço superior ao de todas as outras. Alguém perguntou ao diabo que ferramenta era esta??? e o diabo respondeu:
  - "É o Desânimo" !
  - "Nossa! Mas por que ela está tão cara"?
  - "Porque ela me é mais útil do que todas as outras ferramentas. Com ela, eu sei entrar em qualquer homem, e, uma vez no interior dele, eu posso manobrá-lo da maneira que melhor me convém. Esta ferramenta está usada porque eu a utilizo com quase todo o mundo e pouquíssimas pessoas sabem que ela me pertence".
É supérfluo acrescentar que o preço fixado pelo diabo para o Desânimo era tão alto que a ferramenta nunca foi vendida, esperteza dele... assim o diabo é, sempre, o proprietário, e ele continua a utilizá-la...

(Autor desconhecido)

sábado, 9 de junho de 2012

FLERTE

                                                Lucas

É quando aquele olhar se faz flagrante
E entrega um sentimento de repente,
É o silêncio do amor, mais eloqüente
Que todas as palavras relevantes.


É o querer e o temor em um só instante.
O brilho que confessa o bem-me-quer,
E a dúvida constrói um bem-querer,
Eis a questão do amor mais importante.


E a insistência de olhares se cruzando
Num desejo tão quase inconsciente,
E o medo da razão se perguntando:


“ – Coração, o que foi acontecer-te?”
E a resposta é tão simples – evidente
Que todo grande amor nasce do flerte.







O PASSARINHO QUE TINHA MEDO DE VOAR

Lucas

Vivia, ao pé de uma árvore, um passarinho solitário. De quando em quando subia num galho aonde outrora fora seu ninho. A mãe-passinho sempre trazia alguma coisa pra ele comer.
Dizia ela:
– Vamos filho, venha voar comigo.
E o passarinho respondia:
– Tenho medo mamãe. Lá é tão alto, e se eu cair? Há passarinhos maiores que podem me devorar. Há aviões. Tenho medo.
E a mãe respondia:
– Eu sei de todos esses perigos, mas te fiz pra voar. Então voe e não tema.


Quando você olha pro céu e diz:
– Pai, tenho medo do que vai acontecer.
Ele responde:
– Filho, eu sei de todos os seus problemas, mas te fiz pra viver. Então viva e não tema.

A ESCOLA DOS BICHOS

Rosana Rizzuti
 

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se
começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.

E assim foi feito, incluíram tudo, mas...
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.

O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: "Voa,
Coelho". Ele saltou lá de cima e "pluft"...
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.

O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.

SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.

Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.

A TIGELA DE MADEIRA

Cláudio Seto 

 Um senhor de idade foi morar com seu  filho, nora e o netinho de
quatro anos de idade.
 As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos
vacilantes.
 A família comia reunida à mesa. Mas, as mãos trêmulas e a visão
falha do avô o atrapalhavam na hora de comer.
 Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão.
 Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
 O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
 - Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai - disse
o filho.
 - Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente
comendo com a boca aberta e comida pelo chão.
 Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da
cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia
as refeições à mesa, com satisfação.
 Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora
era servida numa tigela de madeira.
 Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes
ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que
lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou
comida cair ao chão.
 O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
 Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu  que o filho pequeno
estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
 Ele perguntou delicadamente à criança:
 - O que você está fazendo?
 O menino respondeu docemente:
 - Oh, estou fazendo uma tigela para você  e mamãe comerem,
quando eu crescer.
 O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
 Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles
ficaram mudos.
 Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
 Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava
ser feito.
 Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente
conduziu-o à mesa da família.
 Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as
refeições com a família.
 E por alguma razão, o marido e a esposa  não se importavam mais
quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.

APREDENDO A FALAR COM DEUS

Letícia Thompson

Para conversar com Deus é preciso antes de tudo aprender a estar em silêncio.
Muitos se queixam que não conseguem ouvir a voz de Deus e, portanto, não há nenhum mistério.
Deus nos fala. Mas geralmente estamos tão preocupados em falar, falar e falar, que Ele simplesmente nos ouve. Se falamos o tempo todo, nada mais natural que ouvirmos o som da nossa própria voz. Enquanto nosso eu estiver dominando, só ouviremos a nós mesmos.
A maneira mais simples de orar é ficar em silêncio, colocar a alma de joelhos e esperar pacientemente que a presença de Deus se manifeste. E Ele vem sempre. Ele entra no nosso coração e quebranta nossas vidas. Quem teve essa experiência um dia nunca se esquecerá.
Nosso grande problema é chegar na presença de Deus para ouvir somente o que queremos. Geralmente quando chegamos a Ele para pedir alguma coisa, já temos a resposta do que queremos. Não pedimos que nos diga o que é melhor para nós, mas dizemos a Ele o que queremos e pedimos isso. É sempre nosso eu dominando, como se inversamente, fôssemos nós deuses e que Ele estivesse à disposição simplesmente para atender a nossos desejos. Mas Deus nos ama o suficiente para não nos dar tudo o que queremos, quando nos comportamos como crianças mimadas. Deus nos quer amadurecidos e prontos para a vida.
Quem é Deus e quem somos nós? Quem criou quem e quem conhece o coração de quem? Somos altivos e orgulhosos. Se Deus não nos fala é porque estamos sempre falando no lugar dEle.
Portanto, se quiser conversar com Deus, aprenda a estar em silêncio primeiro. Aprenda a ser humilde, aprenda a ouvir. E aprenda, principalmente, que Sua voz nos fala através de pessoas e de fatos e que nem sempre a solução que Ele encontra para os nossos problemas são as mesmas que impomos. Deus também diz "não" quando é disso que precisamos. Ele conhece nosso coração muito melhor que nós, pois vê dentro e vê nosso amanhã. Ele conhece nossos limites e nossas necessidades.
A bíblia nos dá este conselho: "quando quiser falar com Deus, entra em seu quarto e, em silêncio, ora ao Teu Pai."
Eis a sabedoria Divina, a chave do mistério e que nunca compreendemos. Mas ainda é tempo...
Encontramos no livro de Provérbios a seguinte frase:
"as palavras são prata, mas o silêncio vale ouro."

A voz do silêncio é a voz de Deus. E falar com Ele é um privilégio maravilhoso acessível a todos nós.
 

AS COISAS EM ORDEM

Os grandes antigos, quando queriam propagar altas virtudes, punham seus Estados em ordem.
Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias.
Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios.
E antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas, procurando ser sinceros consigo mesmos
e ampliavam ao máximo seus conhecimentos.

A ampliação dos conhecimentos decorre do conhecimento das coisas como elas são
(e não como queremos que elas sejam).

Com o aperfeiçoamento da alma e o conhecimento das coisas, o homem se torna completo.
E quando o homem se torna completo, ele fica em ordem.
E quando o homem está em ordem, sua família também está em ordem.
E quando todos os Estados ficam em ordem, o mundo inteiro goza de paz e prosperidade.

(Autor desconhecido)

AS TRÊS PENEIRAS

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.
        Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:
        - O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?
        - Três peneiras?  - indagou o rapaz.
        - Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar?  Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
        Arremata Sócrates:
        - Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.


(Autor descohecido)

O MELHOR DE VOCÊ

Madre Teresa de Calcutá  

Dê sempre o melhor
E o melhor virá...
Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas...
Perdoe-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro...
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros...
Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo...
Seja honesto e franco assim mesmo.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra...
Construa assim mesmo.
Se você tem paz e é feliz, as pessoas podem sentir inveja...
Seja feliz assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã...
Faça o bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante...
Dê o melhor de você assim mesmo.
E veja você que, no final das contas...
É entre VOCÊ e DEUS...

Nunca foi entre você e eles!

O NÓ DO AFETO

Eloi Zanetti

Era um reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos. Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa. Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera. E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.
Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros. O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras. É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.
E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?

O PERGAMINHO DE KRATO


Enrique Barrios

Existe um antigo mistério no Universo:
Por que existe a vida?
Para que a Criação?
Os intelectos se afanam, procuram
e não encontram,
inventam teorias,
mas o antigo mistério
somente ao amor se revela
à consciência iluminada pelo amor.
Privilégio dos simples e ingênuos,
como crianças.

Amor é um ingrediente sutil da consciência.
É capaz de mostrar o sentido profundo da existência.
Amor é a única "droga" legal.
Alguns procuram equivocadamente no álcool
e em outras "drogas" o que o Amor produz.

Amor é o sentido mais necessário da vida.
Os sábios conhecem o segredo e só procuram Amor.
Os outros o ignoram e por isso procuram o externo. 

Como obter Amor:
Nenhuma técnica serve, porque Amor não é material.
Não está submetido às leis do pensamento e da razão.
Elas é que estão submetidas a Ele.
Para obter Amor, deve-se saber antes que Amor não é um sentimento, mas um Ser.
Amor é alguém, um Espírito vivo e Real, que quando entra em nós,
chega a felicidade, chega tudo.
Como fazer com que Ele venha?
Primeiro deve-se acreditar que existe (porque não se vê, só se sente)
(alguns o chamam Deus),
depois deve-se buscá-lo em sua morada íntima: o coração.
Não é preciso chamá-lo porque já está em nós.
Não é preciso pedir-lhe que venha, mas deixá-lo sair, liberá-lo, entregá-lo.
Não se trata de pedir Amor, mas de dar Amor.
Como se obtêm Amor?
Dando Amor.

A ARANHA E A FÉ

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e, no desespero, elevou uma oração a Deus da seguinte maneira:
- Deus Todo Poderoso, fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem!!!
Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha.
A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.
- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar...
Então ele abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia.
Os malfeitores estavam entrando na trilha, na qual ele se encontrava, e ele estava esperando apenas a morte.
Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:
- Vamos, entremos nesta trilha.
- Não, não está vendo que tem até teia de aranha? Nada entrou por aqui.  Continuemos procurando nas próximas trilhas.

Fé é crer no que não se vê, é perseverar diante do impossível.
Às vezes pedimos muros para estarmos seguros, mas Deus pede que tenhamos confiança n'Ele para deixar que Sua Glória se manifeste e faça algo como uma teia, que nos dá a mesma proteção de uma muralha.
Nunca desanime em meio às lutas, siga em frente, pois Deus disse: “diga ao fraco que Eu sou forte”. 
São nos momentos mais difíceis que encontramos em Deus a nossa força.


(Autor desconhecido)

A BORBOLETA AZUL

Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder,outras não.
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você... ela está em suas mãos. 

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos). Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul...  Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
"Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

(Autor desconhecido)

A CARROÇA

Certa manhã, meu pai, muito sábio, convidou-me para dar um passeio no bosque e eu aceitei com prazer.Ele se deteve numa clareira e depois de um pequeno silêncio me perguntou:
- Além do cantar dos pássaros, você está ouvindo mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos alguns segundos e respondi:
- Estou ouvindo um barulho de carroça.
- Isso mesmo - disse meu pai - e uma carroça vazia.
Perguntei a ele:
- Como pode saber que a carroça está vazia, se ainda não a vimos?
- Ora - respondeu meu pai - é muito fácil saber que uma carroça está vazia por causa do barulho. Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz.
Tornei-me adulto e até hoje, quando vejo uma pessoa falando demais, gritando (no sentido de intimidar), tratando o próximo com grosseria inoportuna, prepotente, interrompendo a conversa de todo mundo e querendo demonstrar ser a dona da razão e da verdade absoluta, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai dizendo:
- Quanto mais vazia a carroça, mais barulho ela faz...!
Pensem nisso!

(Autor desconhecido)

A DIFERENÇA ENTRE FORÇA E CORAGEM

É preciso ter força para ser firme,
mas é preciso coragem para ser gentil.


É preciso ter força para se defender,
mas é preciso coragem para baixar a guarda.


É preciso ter força para ganhar uma guerra,
mas é preciso coragem para se render.


É preciso ter força para estar certo,
mas é preciso coragem para ter dúvida.


É preciso ter força para manter-se em forma,
mas é preciso coragem para ficar de pé.


É preciso ter força para sentir a dor de um amigo,
mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.


É preciso ter força para esconder os próprios males,
mas é preciso coragem para demonstrá-los.


É preciso ter força para suportar o abuso,
mas é preciso coragem para fazê-lo parar.


É preciso ter força para ficar sozinho,
mas é preciso coragem para pedir apoio.


É preciso ter força para amar,
mas é preciso coragem para ser amado.


É preciso ter força para sobreviver,
mas é preciso coragem para viver.


(Autor desconhecido)

A IMPORTÂNCIA DO PERDÃO

O pequeno Zeca entra em casa, após a aula, batendo forte os seus pés no
assoalho da casa. Seu pai, que estava indo para o quintal fazer alguns
serviços na horta, ao ver aquilo chama o menino para uma conversa.
Zeca, de oito anos de idade, o acompanha desconfiado. Antes que seu pai
dissesse alguma coisa, fala irritado:

- Pai estou com muita raiva. O Juca não deveria ter feito comigo. Desejo
tudo de ruim para ele.

Seu pai, um homem simples mas cheio de sabedoria, escuta, calmamente, o filho que continua a reclamar:
- O Juca me humilhou na frente dos meus amigos. Não aceito. Gostaria que ele ficasse doente sem poder ir à escola.
O pai escuta tudo calado enquanto caminha até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou, calado.
Zeca vê o saco ser aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer uma
pergunta, o pai lhe propõe algo:

- Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amiguinho Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu, endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa, até o último pedaço. Depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mãos à obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços certavam o alvo.
Uma hora se passou e o menino terminou a tarefa. O pai que espiava tudo de longe, se aproxima do menino e lhe pergunta:
- Filho como está se sentindo agora?
- Estou cansado mas estou alegre porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olha para o menino, que fica sem entender a razão daquela
brincadeira, e carinhoso lhe fala:

- Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanha o pai até o quarto e é colocado na frente de um grande espelho onde pode ver seu corpo todo. Que susto! Só se conseguia enxergar seus dentes e os olhinhos.

O pai, então, lhe diz ternamente:
- Filho, você viu que a camisa quase não se sujou; mas, olhe só para você.
O mal que desejamos aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com nossos pensamentos, a borra, os resíduos, a fuligem ficam sempre em nós mesmos...

Moral da história
Cuidado com seus pensamentos; eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras; elas se transformam em ações.
Cuidados com suas ações; elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus hábitos; eles moldam o seu caráter.
Cuidado com seu caráter; ele controla o seu destino.


(Autor desconhecido)

A LIÇÃO DA BORBOLETA

Nikos Azanizaki

A borboleta e a psicopedagogia

Lembro-me de uma manhã em que eu havia descoberto um casulo na casca de uma árvore, no momento em que a borboleta rompia o invólucro e se preparava para sair.
Esperei bastante tempo, mas estava demorando muito, e eu estava com pressa. Irritado, curvei-me e comecei a esquentar o casulo com meu hálito.
Eu o esquentava e o milagre começou a acontecer diante de mim, a um ritmo mais rápido que o natural.
O invólucro se abriu, a borboleta saiu se arrastando e nunca hei de esquecer o horror que senti então: suas asas ainda não estavam abertas e com todo o seu corpinho que tremia, ela se esforçava para desdobrá-las.
Curvado por cima dela, eu a ajudava com o calor do meu hálito. Em vão. Era necessário um acidente natural e o desenrolar das asas devia ser feito lentamente ao sol - agora era tarde demais.
Meu sopro obrigara a borboleta a se mostrar toda amarrotada, antes do tempo.
Ela se agitou desesperada, alguns segundos depois morreu na palma da minha mão.
Aquele pequeno cadáver é, eu acho, o peso maior que tenho na consciência. Pois, hoje entendo bem isso, é um pecado mortal forçar as leis da natureza.
Temos que não nos apressar, não ficar impacientes, seguir com confiança o ritmo do Eterno.